A mastologista é a médica especializada na saúde das mamas, atuando na prevenção, diagnóstico e acompanhamento de alterações benignas e do câncer de mama. Em João Pessoa, a Dra. Hellen Palitot (RQE 4356) une a mastologia ao aconselhamento genético, apoiando pacientes com histórico familiar ou risco aumentado a compreenderem melhor seu cuidado
O que faz um(a) especialista em mastologia e aconselhamento genetico?
A área de atuação da mastologia
A mastologia é a especialidade médica dedicada à saúde das mamas, tanto em situações benignas quanto em condições que exigem investigação mais aprofundada. O trabalho do mastologista envolve avaliar sintomas, interpretar exames de imagem, coordenar biópsias quando necessário e conduzir o acompanhamento de diferentes alterações mamárias ao longo do tempo.
Entre as situações que fazem parte da rotina da especialidade estão:
- Avaliação de nódulos, cistos e outras alterações palpáveis
- Investigação de dor mamária e secreções
- Acompanhamento de achados em mamografia, ultrassonografia e ressonância
- Cuidado de alterações benignas que requerem observação periódica
- Condução do tratamento de doenças mamárias, sempre de forma individualizada
O objetivo é oferecer uma leitura cuidadosa de cada caso, esclarecer dúvidas e definir, em conjunto com a paciente, os próximos passos mais adequados.
O papel do aconselhamento genético
O aconselhamento genético é uma abordagem que ajuda a compreender o risco individual de desenvolver certas doenças relacionadas a fatores hereditários. Ele é especialmente relevante quando há histórico familiar de câncer de mama ou de outros tumores associados.
Nessa avaliação, considera-se o histórico pessoal e familiar, a idade de eventuais diagnósticos na família e outros elementos que possam indicar predisposição hereditária. Em alguns casos, pode ser discutida a possibilidade de testes genéticos, sempre com orientação clara sobre o que os resultados significam e como eles podem influenciar as decisões de cuidado.
Essa integração entre mastologia e aconselhamento genético permite personalizar o acompanhamento, adaptando o plano de rastreamento ao perfil de risco de cada pessoa.
Prevenção e rastreamento ao longo da vida
A prevenção é um pilar central da especialidade. O rastreamento organizado permite identificar alterações em fases iniciais, quando há mais opções de conduta. As orientações sobre frequência e tipo de exame variam conforme idade, histórico e fatores de risco individuais.
De modo geral, o acompanhamento pode incluir:
- Definição do momento adequado para iniciar exames de imagem
- Ajuste do rastreamento conforme o risco pessoal e familiar
- Orientações sobre hábitos de vida que contribuem para a saúde das mamas
- Reavaliações periódicas para atualizar o plano de cuidado
Esse acompanhamento contínuo tem o propósito de apoiar decisões informadas em cada fase da vida.
Atendimento com dra Hellen Palitot

A Dra. Hellen Palitot é médica formada em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, com residência em Ginecologia e Obstetrícia realizada em Pernambuco e pós-graduação em Mastologia também em Pernambuco. Possui Título de Especialista em Mastologia e Título de Especialista em Mamografia, além de pós-graduação em Predisposição Hereditária ao Câncer, formação que embasa seu trabalho em aconselhamento genético. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e atua como mastologista do Hospital Universitário Lauro Wanderley, reunindo mais de 15 anos de experiência na área.
Quando procurar um(a) mastologia e aconselhamento genetico
Sinais e sintomas nas mamas que merecem avaliação
Algumas alterações mamárias merecem atenção e devem motivar o agendamento de uma consulta, mesmo quando não causam dor. Vale lembrar que a maioria dos achados nas mamas é benigna, mas somente a avaliação clínica pode definir a conduta adequada.
Procure uma avaliação especializada se você notar:
- Nódulo ou espessamento palpável na mama ou na axila;
- Alteração no formato, no tamanho ou no contorno da mama;
- Saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente se for transparente ou com sangue;
- Retração da pele ou do mamilo, ou pele com aspecto de “casca de laranja”;
- Vermelhidão, calor ou feridas que não cicatrizam na região mamária;
- Dor persistente e localizada que não melhora ao longo do ciclo.
Esses sinais não significam, por si só, a presença de uma doença grave, mas justificam investigação para esclarecimento.
Histórico familiar e risco aumentado
O histórico familiar é um dos fatores considerados na avaliação de risco. Pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama ou de ovário, casos em idade jovem na família ou múltiplos casos em diferentes gerações podem se beneficiar de uma avaliação mais detalhada.
Nesses contextos, o aconselhamento genético ajuda a compreender a probabilidade de predisposição hereditária e a organizar, quando indicado, exames complementares e estratégias de acompanhamento individualizadas. A decisão sobre testes genéticos é sempre discutida em consulta, considerando o histórico pessoal e familiar.
Idade e periodicidade do rastreamento
As orientações de rastreamento variam conforme a faixa etária e o perfil de risco de cada pessoa. De modo geral, mulheres devem conversar com o(a) especialista sobre quando iniciar os exames de imagem e com que frequência realizá-los.
- A partir dos 40 anos, discute-se o rastreamento mamográfico periódico;
- Mulheres com risco aumentado podem começar o acompanhamento mais cedo ou realizar exames adicionais;
- O autoconhecimento do próprio corpo auxilia na percepção de mudanças ao longo do tempo.
A periodicidade ideal é definida caso a caso, durante a consulta, respeitando as características individuais.
Principais condições acompanhadas
Alterações benignas das mamas
Boa parte das queixas que chegam ao consultório de mastologia envolve alterações benignas, ou seja, sem relação com câncer. Ainda assim, elas merecem avaliação cuidadosa, tanto para esclarecer o diagnóstico quanto para aliviar a ansiedade que costumam gerar. Entre as condições benignas mais frequentes estão:
- Nódulos benignos, como fibroadenomas;
- Cistos mamários, que podem variar de tamanho ao longo do ciclo;
- Dor mamária (mastalgia), muitas vezes ligada às variações hormonais do mês;
- Secreção pelo mamilo, que precisa ser investigada quanto à sua origem;
- Alterações fibrocísticas, comuns e geralmente sem gravidade.
Na maioria dos casos, essas situações são acompanhadas com exames de imagem e reavaliações periódicas. O objetivo é diferenciar o que é benigno do que exige investigação adicional, definindo em conjunto com a paciente a melhor conduta.
Câncer de mama e acompanhamento
O câncer de mama é uma das principais preocupações abordadas na mastologia. O trabalho envolve desde a investigação de achados suspeitos até o acompanhamento de pacientes já diagnosticadas, em articulação com outras áreas quando necessário. A abordagem pode incluir:
- Investigação de nódulos, microcalcificações ou alterações identificadas em exames de imagem;
- Solicitação de exames complementares e, quando indicado, biópsias;
- Discussão das opções de tratamento de forma individualizada;
- Seguimento após o tratamento, com atenção à saúde física e emocional.
Cada caso é único, e a conduta depende de fatores como o tipo, o estágio e as características individuais. O diagnóstico em fases iniciais tende a ampliar as possibilidades terapêuticas.
Síndromes de predisposição hereditária
Algumas famílias apresentam maior chance de desenvolver certos tipos de câncer devido a alterações genéticas herdadas. O aconselhamento genético ajuda a identificar essas situações a partir da história pessoal e familiar. Nesse contexto, pode-se avaliar:
- Histórico de câncer de mama, ovário ou outros tumores na família;
- Casos diagnosticados em idade jovem ou em vários parentes próximos;
- Indicação de testes genéticos, quando pertinente;
- Estratégias de acompanhamento individualizadas para quem tem risco aumentado.
Essa avaliação orienta decisões de prevenção e vigilância, sempre respeitando as escolhas e o ritmo de cada pessoa.
Como é a consulta
A conversa e o exame clínico
A consulta começa por uma conversa cuidadosa. Nesse momento, a médica busca compreender o motivo que levou você ao consultório, seus sintomas (quando existem) e suas preocupações. São abordados aspectos como histórico de saúde pessoal, ciclos menstruais, gestações, amamentação e uso de tratamentos anteriores. Também há atenção especial ao histórico familiar de câncer de mama, ovário e outros tumores, informação importante quando se pensa em predisposição hereditária.
Depois da conversa, realiza-se o exame clínico das mamas e das regiões próximas, como as axilas. Esse exame é feito com respeito e privacidade, e serve para avaliar nódulos, alterações na pele, secreções e outros sinais que merecem investigação. Sempre que possível, o que é observado é explicado de forma clara para você.
Exames de imagem e testes genéticos
A partir da avaliação inicial, podem ser solicitados exames complementares para ajudar no diagnóstico e no acompanhamento. Entre eles estão:
- Exames de imagem das mamas, como mamografia, ultrassonografia e, em situações específicas, ressonância magnética;
- Avaliação de imagens ou laudos que você já possua, para comparação ao longo do tempo;
- Testes genéticos, quando há indicação por histórico pessoal ou familiar sugestivo de predisposição hereditária ao câncer.
Cada exame é solicitado de acordo com a sua situação individual, sua idade e seus fatores de risco. Nem toda pessoa precisa dos mesmos exames, e a indicação é sempre discutida com você antes de qualquer decisão.
Plano de acompanhamento individualizado
Com as informações da conversa, do exame clínico e dos exames complementares, constrói-se um plano de cuidado adaptado a você. Esse plano pode incluir orientações de rastreamento, intervalos de retorno, condutas para acompanhamento de alterações benignas ou encaminhamentos quando necessário.
Quando o assunto envolve risco genético, o aconselhamento ajuda a esclarecer resultados e possibilidades de acompanhamento. O objetivo é oferecer informação compreensível e apoiar suas decisões. Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta presencial.
Perguntas Frequentes
Câncer de mama tem cura?
O câncer de mama dispõe de diversas opções de tratamento e, na maioria dos casos diagnosticados precocemente, há bom controle da doença. O resultado depende do tipo, do estágio e da avaliação individual feita em consulta com a mastologista.
Com que idade devo começar a fazer mamografia?
A recomendação varia conforme fatores de risco e histórico pessoal e familiar. Em geral, o rastreamento por imagem é discutido a partir de determinada faixa etária, mas a definição da periodicidade deve ser individualizada na consulta com a mastologista.
O que é aconselhamento genético em mastologia?
É uma avaliação voltada a pessoas com histórico familiar ou pessoal que possa indicar predisposição hereditária ao câncer. Envolve análise do histórico, orientação sobre a possibilidade de testes genéticos e discussão das estratégias de acompanhamento adequadas a cada situação.
Ter caso de câncer de mama na família significa que vou desenvolver a doença?
Não necessariamente. O histórico familiar pode aumentar o risco, mas não determina o adoecimento. A avaliação com a mastologista e, quando indicado, o aconselhamento genético ajudam a estimar o risco e a definir um acompanhamento apropriado.
Sentir um nódulo na mama é sempre sinal de câncer?
Não. A maioria dos nódulos mamários corresponde a alterações benignas. Ainda assim, qualquer nódulo ou mudança percebida merece avaliação médica para investigação por exame clínico e, quando necessário, exames complementares.
Preciso de encaminhamento para consultar uma mastologista?
Não é obrigatório encaminhamento para agendar uma consulta com a mastologista. A avaliação pode ser buscada diante de sintomas, histórico familiar ou para rastreamento e acompanhamento da saúde das mamas.