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Dra. Hellen Palitot – Mastologista e Aconselhamento Genético em João Pessoa – PB

O câncer de mama é uma doença em que células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor. Quando identificado em fases iniciais, o acompanhamento tende a ser mais favorável e as opções de tratamento mais amplas. Neste artigo, você entende os sinais de alerta, os fatores de risco, como é feito o diagnóstico e o que envolve o tratamento.

O que é Câncer de Mama?

O câncer de mama é uma doença em que células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor com potencial de crescimento e disseminação. Sua origem, geralmente, é na UDLT (unidade ductolobular terminal, estrutura formada pelos ductos terminais e seus lobulos. Compreender o que é essa doença, ajuda a valorizar o acompanhamento regular e a atenção aos sinais do próprio corpo.

Como o tumor se desenvolve na mama

Em condições normais, as células do corpo crescem, se dividem e morrem dentro de um equilíbrio. No câncer de mama, alterações no material genético dessas células, fazem com que elas se multipliquem sem controle e deixem de seguir esse ciclo natural. Com o tempo, esse acúmulo de células forma uma massa (tumor) que pode permanecer restrita ao local de origem ou avançar para tecidos vizinhos.

Alguns tumores são chamados de in situ, quando as células alteradas ainda estão confinadas ao ducto ou lóbulo. Outros são invasivos, quando ultrapassam esses limites e podem alcançar outras partes do corpo por meio dos vasos sanguíneos e linfáticos. Essa distinção influencia diretamente a conduta médica.

Tipos mais comuns de câncer de mama

Existem diferentes tipos, classificados de acordo com o local de origem e o comportamento das células:

  • Carcinoma ductal in situ: restrito aos ductos, sem invasão dos tecidos ao redor.
  • Carcinoma ductal invasivo: o tipo mais frequente, que se origina nos ductos e pode se espalhar.
  • Carcinoma lobular invasivo: tem início nos lóbulos e pode alcançar outros tecidos.
  • Subtipos menos comuns: formas específicas que exigem avaliação individualizada.

Cada tipo apresenta características próprias, o que reforça a importância da avaliação por profissional especializado.

Por que o diagnóstico precoce faz diferença

Identificar a doença em estágios iniciais, amplia as possibilidades de tratamento e apresenta maior chance de cura. Tumores detectados cedo costumam ser menores e mais localizados, o que geralmente permite abordagens menos extensas. Por isso, os exames de rastreamento e a atenção a mudanças na mama, são aliados importantes ao longo da vida.

Atendimento com Dra. Hellen Palitot

A Dra. Hellen Palitot é médica formada pela Universidade Federal da Paraíba, com residência em Ginecologia e Obstetrícia e pós-graduação em Mastologia realizadas em Pernambuco. Atua como mastologista com título de especialista em Mastologia e em Mamografia, e possui pós-graduação em Predisposição Hereditária ao Câncer, área ligada ao aconselhamento genético. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, mastologista do Hospital Universitário Lauro Wanderley e reúne mais de 15 anos de experiência na área (RQE 4356).

Sintomas de Câncer de Mama

Nódulos e alterações palpáveis

O nódulo mamário é um dos sinais mais associados ao câncer de mama, embora nem todo nódulo represente uma doença maligna. Muitas alterações palpáveis são benignas, mas qualquer “caroço” novo merece avaliação por um especialista. Ao realizar o autoexame ou perceber mudanças no toque, alguns aspectos ganham atenção:

  • Nódulo endurecido, de contornos irregulares e aparentemente fixo aos tecidos ao redor.
  • “Caroço” que persiste após o período menstrual ou que cresce ao longo do tempo.
  • Espessamento ou área diferente do restante da mama.
  • Nódulo ou “íngua” na axila ou próximo à clavícula.

Vale lembrar que a percepção tátil varia de pessoa para pessoa, e o conhecimento do próprio corpo ajuda a identificar o que foge do habitual.

Mudanças na pele, mamilo e formato da mama

Além dos nódulos, algumas alterações visuais e na pele podem indicar a necessidade de investigação:

  • Pele com aspecto de “casca de laranja”, com poros mais evidentes.
  • Vermelhidão, calor ou inchaço persistentes em parte da mama.
  • Retração ou afundamento da pele ou do mamilo.
  • Mudança no formato ou no tamanho de uma das mamas.
  • Descarga espontânea pelo mamilo, sobretudo quando sanguinolenta ou àgua de rocha (transparente).
  • Feridas, descamação ou crostas na região do mamilo que não cicatrizam.

Esses sinais nem sempre significam câncer, mas justificam uma consulta para esclarecimento.

Quando procurar avaliação médica

Procure um mastologista ao notar qualquer alteração nova e persistente, independentemente da idade. Não é preciso esperar que o sintoma “piore” para buscar orientação — a avaliação precoce amplia as possibilidades de acompanhamento adequado. Mulheres com histórico familiar ou fatores de risco devem manter os exames de rotina em dia, mesmo sem sintomas. Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta, na qual o profissional examina cada caso de forma individual.

Causas e fatores de risco

O câncer de mama resulta da combinação de vários fatores, e é importante entender que ter um ou mais fatores de risco não significa que a doença irá se desenvolver. Da mesma forma, muitas pessoas diagnosticadas não apresentam fatores de risco conhecidos. Conhecer esses elementos ajuda a orientar o rastreamento e as escolhas de cuidado ao longo da vida.

Fatores genéticos e histórico familiar

O histórico familiar é um dos fatores de risco não modificáveis mais relevantes. Ter parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama ou de ovário, pode aumentar a probabilidade individual, especialmente, quando os diagnósticos ocorreram em idade jovem ou quando há vários casos na mesma família.

Algumas famílias carregam alterações genéticas hereditárias que elevam o risco. Esses casos representam uma parcela menor do total, mas merecem atenção específica, pois podem justificar acompanhamento diferenciado.

Idade, hormônios e estilo de vida

Alguns fatores não podem ser modificados, enquanto outros estão relacionados a hábitos e podem ser trabalhados ao longo da vida:

  • Não modificáveis: idade mais avançada, sexo feminino, histórico pessoal de alterações mamárias, primeira menstruação precoce e menopausa tardia.
  • Modificáveis: consumo de bebidas alcoólicas, sobrepeso e obesidade (sobretudo após a menopausa), sedentarismo e tabagismo.

A exposição hormonal ao longo da vida também influencia o risco. Em situações específicas, a reposição hormonal, quando indicada deve ser avaliada individualmente, ponderando benefícios e riscos junto ao médico. Manter peso adequado, praticar atividade física regular e reduzir o álcool, são medidas que contribuem para a saúde geral.

Aconselhamento genético e predisposição hereditária

O aconselhamento genético é considerado, quando há sinais de possível predisposição hereditária, como diagnóstico em idade jovem, múltiplos casos na família ou associação com outros tipos de câncer. Esse processo envolve a análise detalhada do histórico familiar e, quando apropriado, a orientação sobre testes genéticos. O objetivo é individualizar o acompanhamento e apoiar decisões informadas, sempre com base na avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico

Exame clínico e autoexame

A investigação começa pela avaliação clínica das mamas. Durante a consulta, o exame físico permite identificar alterações como nódulos, espessamentos, mudanças na pele, retrações ou secreções mamilares. Esse exame é feito com a paciente sentada e deitada, incluindo a palpação das axilas e da região acima das clavículas, onde ficam os gânglios linfáticos.

O autoexame das mamas, realizado pela própria pessoa em casa, não substitui os exames de imagem nem a avaliação médica, mas ajuda a conhecer o padrão normal das mamas. Quando surge algo diferente do habitual, procurar o mastologista permite que a investigação seja iniciada de forma mais precoce.

Mamografia, ultrassonografia e ressonância

Os exames de imagem são fundamentais tanto no rastreamento quanto na investigação de alterações já percebidas.

  • Mamografia: principal exame de rastreamento, capaz de detectar lesões muito pequenas, incluindo microcalcificações, antes de serem palpáveis. É indicada de forma periódica, conforme a faixa etária e os fatores de risco individuais.
  • Ultrassonografia: complementa a mamografia, sendo útil para diferenciar nódulos sólidos de cistos, e para avaliar mamas com tecido mais denso, comum em mulheres mais jovens.
  • Ressonância magnética: utilizada em situações específicas, como no acompanhamento de pacientes com maior predisposição ou quando os demais exames precisam de esclarecimento adicional.

A escolha e a combinação desses exames dependem da avaliação individual de cada caso.

Biópsia e confirmação diagnóstica

Quando um exame de imagem mostra uma alteração suspeita, a confirmação depende da análise de uma amostra do tecido. A biópsia é o procedimento que permite esse estudo e pode ser realizada por diferentes técnicas, geralmente guiadas por imagem, para maior precisão.

O material coletado é enviado para análise laboratorial, que define se há células malignas e, quando presentes, características importantes para orientar a conduta. Somente com o resultado da biópsia, é possível confirmar o diagnóstico e planejar o acompanhamento adequado. Todo esse processo deve ser conduzido com avaliação médica individualizada.

Tratamento e acompanhamento

Cirurgia e abordagens terapêuticas

O tratamento do câncer de mama é individualizado e depende de fatores como o tipo do tumor, o estágio da doença, características biológicas e as condições de saúde de cada pessoa. Não existe uma abordagem única: a conduta é definida em conjunto pela equipe médica, considerando também as preferências da paciente.

Entre as principais estratégias terapêuticas, destacam-se:

  • Cirurgia: pode ser conservadora, com retirada apenas da lesão e de margem de segurança, ou mais ampla, quando indicada. Em muitos casos, é possível associar técnicas de reconstrução mamária.
  • Radioterapia: uso de radiação em áreas específicas, geralmente após a cirurgia, quando avaliada como necessária.
  • Tratamentos medicamentosos sistêmicos: incluem categorias como quimioterapia, terapias-alvo e terapia hormonal quando indicada, sempre sob orientação e acompanhamento especializados.

A escolha e a combinação dessas abordagens são discutidas caso a caso, muitas vezes em equipes multidisciplinares.

Terapias complementares sob avaliação médica

Além do tratamento principal, algumas medidas de suporte podem contribuir para o bem-estar, durante o processo. Isso inclui acompanhamento nutricional, atividade física orientada, suporte psicológico e cuidados para manejo de efeitos colaterais. O exercício físico regular é benéfico em todas as fases de vida da mulher, à medida que previne câncer de mama, em torno de 30%; melhora os efeitos colaterais da quimioterapia, além de diminuir a chance de recidiva do câncer, após o tratamento.

Terapias complementares só devem ser adotadas após conversa com a equipe médica, para evitar interferências no tratamento em curso. O objetivo é oferecer suporte integral, sem substituir as condutas indicadas pela avaliação profissional.

Acompanhamento contínuo e qualidade de vida

O seguimento a longo prazo é parte essencial do cuidado. Mesmo após a conclusão do tratamento inicial, consultas periódicas e exames de controle permitem monitorar a evolução, identificar precocemente eventuais alterações, e ajustar condutas quando necessário.

Na maioria dos casos, o acompanhamento regular favorece melhor controle da doença e maior atenção à qualidade de vida. Cuidar da saúde física e emocional, manter hábitos saudáveis e comparecer às consultas agendadas, são atitudes que fazem parte do processo. Cada situação é única e deve ser avaliada individualmente pelo mastologista.

Perguntas Frequentes

Câncer de mama tem cura?

O câncer de mama tem tratamento e, especialmente, quando identificado em fases iniciais, muitos casos evoluem com bom controle, com 90% de chance de cura. O resultado depende do tipo do tumor, do estágio e da avaliação individual feita pelo mastologista, por isso o acompanhamento é essencial.

Todo nódulo na mama é câncer?

Não. A maioria dos nódulos mamários é de origem benigna. Ainda assim, qualquer alteração percebida deve ser avaliada por um médico, que definirá se são necessários exames complementares para esclarecer o diagnóstico.

A partir de que idade devo fazer mamografia?

A recomendação de rastreamento varia conforme a faixa etária, o histórico pessoal e o histórico familiar. Em geral, para mulheres de risco habitual, as principais sociedades médicas recomendam iniciar o rastreamento, a partir dos 40 anos, anualmente. Em famílias de alto risco, individualizar.

Rastreamento do câncer de mama – risco habitual

IdadeRecomendação
< 40 anosNão realizar mamografia de rastreamento de rotina
40–74 anosMamografia anual
≥ 75 anosManter rastreamento se expectativa de vida > 7 anos, considerando condições clínicas e decisão individualizada

Ter histórico familiar significa que vou ter câncer de mama?

Não necessariamente. O histórico familiar aumenta o risco, mas não determina o surgimento da doença. Nessas situações, o aconselhamento genético pode ajudar a avaliar a predisposição hereditária e definir estratégias de acompanhamento personalizadas.

Homens também podem ter câncer de mama?

Sim, embora seja bem menos frequente. Homens podem desenvolver câncer de mama, por isso, alterações como nódulos ou mudanças na região mamária, devem sempre serem avaliadas por um médico.

O autoexame substitui a mamografia?

Não. O autoexame ajuda a conhecer o próprio corpo e a perceber alterações, mas não substitui os exames de imagem nem a avaliação clínica. O diagnóstico depende de uma investigação conduzida pelo mastologista.

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